sábado, 7 de março de 2009

IRC: Confirmada a vitória de Meeke

O inglês Kris Meeke perdeu algum terreno neste último dia, diminuindo a sua vantagem de 48 para 26 segundos - mas confirmou a sua vitória no Rali de Curitiba.



Durante o dia as vitórias nas classificativas foram divididas pelos três pilotos que terminariam no pódio - Meeke ganhou 2, tantas quantas Vouilloz e Basso. Vouilloz recuperou o 2º lugar que perdeu momentaneamente no final de ontem para Basso, e terminou à frente do italiano. Freddy Loix conseguiu subir para o 4º lugar, que pelas minhas contas lhe dá a liderança no campeonato, com 13 pontos, 3 pontos à frente de um trio composto por Meeke e Ogier que venceram os 2 ralis até agora, e Basso - todos com 10 pontos.

O argentino Alejandro Cancio foi o melhor das equipas não-oficiais com um 5º lugar, e o melhor piloto brasileiro foi Rafael Tulio que levou um Peugeot 206 1600 a um 9º lugar. O finlandês Anton Alen, segundo homem da Abarth em prova, acabou por desistir após um acidente.

A próxima prova é o lendário Rally Safari, no Quénia, nos dias 3 e 4 de Abril.

Classificação final: (retirada do site oficial do rally - note-se que alguns destes pilotos não pontuam para o IRC)

1. Kris Meeke (Peugeot) 02:08:05.70
2. Nicolas Vouilloz (Peugeot) +00:26.20
3. Giandomenico Basso (Abarth) +00:47.90
4. Freddy Loix (Peugeot) +02:32.10
5. Alejandro Cancio (Mitsubishi) +05:20.00
6. Raul Martinez (Subaru) +08:09.40
7. Gustavo Saba (Subaru) +09:57.20
8. Sebastian Abramian (Subaru) +10:17.50

sexta-feira, 6 de março de 2009

Futebol: Golão de Djalma evita derrota do Marítimo

Não tenho visto muitos jogos da liga portuguesa este ano para além dos do FC Porto, mas apanhei os últimos minutos do Rio Ave-Marítimo e tive a sorte de ver em directo este golão:



(fonte: TVGolo)

O Marítimo perdia por 1-0 e este remate de Djalma evitou a primeira derrota de Carlos Carvalhal ao comando da equipa.

Também deste jogo achei curioso este vídeo:



Não pela jogada em si que não tem nada de especial, mas pelas coisas bonitas que se dizem na TV no nosso futebol. :)

IRC: Meeke domina em Curitiba

O britânico Kris Meeke dominou o primeiro dia do Rally de Curitiba de uma forma impressionante, ganhando todas as 7 classificativas e abrindo já uma vantagem de 48 segundos sobre os perseguidores. Resta saber se o seu Peugeot vai chegar ao fim - recordo que no Mónaco ele também impressionou, ganhando inclusivé a sua primeira classificativa de sempre na neve, até terminar com um aparatoso acidente.



Atrás dele, grande luta entre Giandomenico Basso (Abarth) e Nicolas Vouilloz (Peugeot), separados por 3 décimos de segundo. O piloto local Alejandro Cancio em Mitsubishi é o 4º classificado. Quanto aos outros pilotos regulares do IRC presentes, Freddy Loix (Peugeot) tem estado em queda, segurando no entanto o 5º lugar; enquanto que Anton Alen (Abarth) está em recuperação após um acidente na 3ª classificativa, ocupando de momento o 8º lugar mas já a 7 minutos de Kris Meeke.

Classificação:
Pos Driver Car Time
1. Kris Meeke Peugeot 50:47.0
2. Giandomenico Basso Abarth +48.6
3. Nicolas Vouilloz Peugeot +48.9
4. Alejandro Cancio Mitsubishi +1:03.6
5. Freddy Loix Peugeot +1:22.5
6. Victor Galeano Tomboly Mitsubishi +2:31.6
7. Oswaldo Scheer Mitsubishi +5:36.6
8. Anton Alen Abarth +7:52.9
9. Rafael Tulio Peugeot +8:22.2
10. Marcos Tokarski Peugeot +10:26.6

Foto retirada da galeria do site do IRC.

Fórmula 1: A primeira de muitas asas partidas

Com as regras a obrigarem as novas asas frontais a terem dimensões enormes, basta exagerar um pouco ao passar sobre um corrector mais alto para partir a asa. Foi o que Jarno Trulli fez ao seu Toyota num dos testes desta semana:



Vai ser engraçado ver o que é que acontece em circuitos com chicanes como Monza, ou com barreiras por todo o lado como o Mónaco e Singapura. Há quem preveja muitas asas partidas e acidentes horríveis com os carros a serem lançados sobre as asas - por enquanto estou relativamente optimista.

IRC: Quem vem ao Rally Vinho Madeira

Apesar de ainda faltar 5 meses para o Rally Vinho Madeira de 2009 entrar na estrada, o Autosport português noticia já hoje o interesse de um largo número de equipas e pilotos de topo, que têm brilhado no IRC ou em antigas edições do rali madeirense.



As equipas pretendem trazer mais carros que o habitual e espera-se as seguintes inscrições:

Abarth (oficial) - Anton Alen, Giandomenico Basso e Luca Rossetti.
Peugeot (oficial) - Freddy Loix, Nicolas Vouilloz e Kris Meeke.
Peugeot (Kronos) - Patrick Snijers.
Skoda (oficial) - Jan Kopecky e Juho Hanninen.
Skoda (A-Style Racing Team) - Enrique Garcia Ojeda, Andrea Aghini e Piero Longhi.

Até Agosto deve haver mudanças, mas para já é uma lista excelente. Aos recentes vencedores Basso e Vouilloz junta-se surpreendentemente o Snijers e o Aghini, veteranos que já venceram o Rally Vinho Madeira em várias ocasiões. Outro veterano é o Piero Longhi, que eu julgo que já esteve cá e conseguiu um pódio há muitos anos atrás. Garcia Ojeda, Loix, Rossetti são todos pilotos com experiência recente na Madeira; enquanto que a dupla da Skoda oficial tentarão balançar um carro aparentemente rapidíssimo com as dificuldades de se estrearem nos troços madeirenses. O Kris Meeke também é um piloto rapidíssimo, e o Anton Alen é conhecido por ser o filho do Markku Alen, estrela do Mundial de Ralis nos anos 80.

O IRC continua este fim-de-semana com a segunda prova do ano, no Brasil: o Rali de Curitiba, em piso de terra. Desta vez a Eurosport não vai transmitir troços em directo como fez em Monte Carlo, mas vai continuar a transmitir resumos. É um fim-de-semana de invasão do automobilismo internacional ao Brasil, porque não muito longe dali, no Autódromo Raul Boesel, também em Curitiba, disputa-se a primeira prova do ano do WTCC.

Fórmula 1: A análise de Mark Hughes aos testes

A ordem de performance das equipas de F1 para este ano continua difícil de adivinhar, com testes limitados, testes afectados por chuva e tempos muito próximos uns dos outros. O jornalista Mark Hughes escreveu um artigo para o site da ITV (canal de TV inglês), em que dá a sua opinião sobre o que se tem passado em pista, trazendo algumas novidades.



Após uma longa introdução em que Mark volta a explicar as dificuldades em analisar os testes, com equipas a rodar com mais combustível que outras; condições de pista que estão sempre a mudar; voltas em condições de qualificação que deturpam a lista de melhores tempos do dia por serem muito mais rápidas; e tipos de pneus muito mais rápidos que outros, Mark dá a sua ideia sobre quais as equipas mais fortes do momento. Segue-se a tradução da parte mais importante do artigo:

"Apesar de todas estas condicionantes, olhando às últimas semanas de testes em Jerez e no Bahrain, podemos ver alguns padrões que se têm desenvolvendo.

No Bahrain pareceu haver apenas cerca de 2 décimos de segundo entre a Ferrari, Toyota e a BMW, com as 3 equipas normalmente por esta ordem.

Quando estas 3 equipas juntaram-se às outras em Jerez, tornou-se claro que a Ferrari continuava em grande forma, que a Red Bull e a Williams estavam no mesmo grupo que a Toyota/BMW, e que a Renault pareceu estar algures no meio, um pouco mais lenta que a Ferrari, um pouco mais rápida que a Toyota e companhia.

A McLaren? Essa é a grande questão do momento.

Durante o teste anterior em Jerez - quando a Ferrari estava ainda no Bahrain - a McLaren pareceu ser a mais rápida das equipas em Espanha.

Mas estava a usar a asa traseira de 2008, que dá mais aderência aerodinâmica que a nova asa de 2009. Ninguém conseguia perceber exactamente porquê é que a McLaren estava a usar esta asa antiga.

Quando a asa de 2009 finalmente foi colocada no carro durante o teste desta Terça-Feira, os tempos do McLaren estavam algures na região do grande grupo de equipas - Toyota, BMW, Red Bull, Williams - mas definitivamente alguns décimos mais lentos que a Ferrari e a Renault.

No dia seguinte Lewis Hamilton passou muito tempo trocando entre as 2 asas. Parecia mais uma tentativa de resolver um problema que um programa de rotina.

Certas outras características também ficaram aparentes durante os testes:

Nas temperaturas mais frias de Jerez, a Ferrari demorava algum tempo até aquecer os pneus - um padrão que já temos visto durante estes últimos anos.

O Renault pareceu melhor a chegar à performance máxima logo que entrava em pista, mas durante stints longos a Ferrari pareceu muito forte.

A BMW foi outra equipa com um padrão de performance um pouco confuso, com muitos stints fracos logo antes de uma grande melhoria em velocidade, tal como nos testes do ano passado.

Todas estas equipas têm uma nova evolução das peças do carro pronta para colocar antes de Melbourne, e é previsível que estas evoluções venham mudar a ordem das equipas mais uma vez.

Com uma diferença aparentemente muito curta entre os carros, encontrar um décimo de segundo a mais que uma equipa rival pode significar subir de sexto para primeiro. A corrida de Melbourne vai ser das mais fascinantes de sempre."


Surpreendeu-me um pouco este texto, porque não tinha a noção de que a Renault estivesse tão forte, e estava com a sensação de que a Toyota tinha sido das melhores equipas senão a melhor equipa até aqui. De qualquer forma, boas notícias porque fica a ideia de que vamos ter uma época muito competitiva.

Fórmula 1: Primeiras fotos do Brawn em pista

Já está a rodar! Com a confirmação oficial da compra da ex-Honda por Ross Brawn apenas esta última noite, a equipa não perde tempo e já está hoje em Silverstone a fazer as primeiras voltas com o novo monolugar. Aqui ficam as primeiras fotos, sendo que a pintura do carro é ainda provisória (a definitiva só será apresentada na Quinta-Feira do fim-de-semana do GP da Austrália):







O carro terá motores Mercedes-Benz, numa parceria com a McLaren-Mercedes parecida à da Force India para esta época. Para além dos motores, a equipa também terá o sistema KERS da Mercedes, não podendo adaptar o seu próprio sistema KERS que a Honda estava a desenvolver, que era possivelmente dos mais avançados neste momento. Para conseguir esta parceria com a Mercedes, o rumor que circula é de que a Brawn GP recrutou o engenheiro Mike Gascoyne, famoso por ter estado envolvido no desenho de alguns dos melhores carros da Jordan e da Toyota, que estava em litígio com a Force India, última equipa que representou. Gascoyne concordou em abandonar o processo em tribunal contra a Force India, e em troca a equipa indiana permitiu que a Mercedes alargasse a parceria a mais esta nova equipa - a Brawn GP.

Fórmula 1: Honda passa a ser Brawn GP

Notícia de última hora confirmada esta noite: é agora oficial que a Honda foi mesmo comprada totalmente por Ross Brawn e irá chamar-se Brawn GP.



Os pilotos continuarão a ser Jenson Button e Rubens Barrichello, tal como se esperava.